Notícias

Conheça a história do Natal do Palácio Avenida

O primeiro Natal com apresentação do coro infantil no Palácio Avenida, no centro de Curitiba, foi o de 1991. A direção do banco paranaense Bamerindus tinha concluído naquele ano a reforma do edifício construído em 1929.

O espetáculo foi idealizado por uma das diretoras do banco, Maria Cristina de Andrade de Vieira, como “um presente de Natal para cidade”, como ela declarou à época. De la para cá, o espetáculo mudou bastante. Cresceu e incorporou novos elementos a sua narrativa, mas sem perder a essência.

O conceito original da apresentação era decorar o prédio com luzes natalinas e colocar uma criança em cada uma das 116 janelas dos três andares do prédio cantando musicas natalinas e populares. Os meninos cantores eram selecionados em lares assistenciais da cidade e estudavam canto durante o ano todo para participarem do show.

Em entrevista à Gazeta do Povo em 1993, a regente Simone Alberti  disse que “não raro, as crianças passava m mal com enjoo pelo nervosismo de enfrentar o público”. Além dos pequenos cantores, desde o início existiu as figuras dos “anjos”, voluntários que ajudavam a organizar  cuidar das estrelas do espetáculo.

Logo no primeiro ano o espetáculo caiu no gosto dos curitibanos que iam aos milhares ao calçadão da rua XV de novembro.  Nos primeiros anos, a média de público era de 15 mil pessoas. Atualmente, a produção estima que a média seja o dobro.

Em 1994 o Bamerindus teve dificuldades financeiras e entre 1995 e 1997 banco HSBC iniciou o processo de compra do Bamerindus. Houve expetativa de que o banco talvez pudesse interromper o espetáculo, mas aconteceu o contrário. Os novos donos investiram ainda mais na produção que virou um dos principais atrativos turísticos do fim de ano em Curitiba.

Quem fez parte da maior parte desta história foi a maestrina Dulce Primo. Ele já está 25 anos à frente da regência do coral do Palácio Avenida. No segundo fim de semana de apresentações, Dulce foi surpreendida pela homenagem das crianças e dos anjos que fazem parte do espetáculo de 2019, além de alguns ex-coralistas.

Tecnologia 

À frente da direção artística do projeto nos últimos 8 anos, Wado Gonçalves destaca que o espetáculo cresceu, mas a “preocupação nunca é o tamanho e sim a qualidade do que é entregue”.

Ele conta que o projeto  começa a ser planejado nos primeiros meses do ano, com a treinamento artístico das crianças . Perto de setembro o espetáculo começa a ser levantado efetivamente.

Nos anos em que está sob a direção de Wado o espetáculo passou a contar com um tema  que demanda uma narrativa e passou a usar recursos de tecnologia. Para ele, as mudanças aconteceram naturalmente para atender à “expectativa elevada” do público.

“Tudo é feito para destacar as protagonistas do projeto que são as crianças. O formato original é genial e precisa ser tratado com respeito, mas no mundo em evolução a gente sempre se preocupa em aumentar as possibilidades da narrativa pois o nosso consumidor vive em um mundo cheio de tecnologias e mensagens rápidas”, disse.

Wado explica que o tema deste ano, Tempo de Sonhar, traz a mensagem de que o Natal não é somente uma data religiosa ou comercial, mas desperta valores humanos que precisam ser vividos o ano todo.

O espetáculo é extremamente bem cuidado, com alta tecnologia e uma narrativa estruturada que veio para cantar a paz, o amor, a beleza e a liberdade individual. Mais importante que a apresentação em si, é o projeto de inclusão social com as crianças.

As últimas apresentações do Natal do Bradesco acontecem nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, às 20h20.

Fique por dentro de toda a programação de Natal de Curitiba no site www.natalcuritiba.com.br

Fonte: Gazeta do Povo

 

 

< Voltar

Veja também

Apresentações

Praça Rui Barbosa recebe apresentações gratuitas em um caminhão-palco

CONTINUAR LENDO
Apresentações

Espetáculo traz a mensagem de amor, família, generosidade e humildade

CONTINUAR LENDO